O Hobbit : A Desolação de Smaug
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Sempre é importante lembrar que por uma série de razões ocorridas na longa pré-produção dessas novas adaptações da obra de J.R.R. Tolkien, acabou ficando decidido que O Hobbit seria divido em três filmes, como uma trilogia complementar ao Senhor dos Anéis e não somente um prequel. Como o livro O Hobbit é menor que qualquer um da saga do anel separado, a sensação de que tem cosias fora do lugar, faltando ou sobrando é inevitável, mesmo que você não tenha lido o livro.
Assim como no primeiro longa metragem corre uma trama paralela envolvendo o retorno de Sauron, o que logo no começo faz com que Gandalf abandone seus amigos para investigar o "mal maior". No primeiro filme isso até que gerou um suspense interessante. Aqui não funcionou tão bem. A verdade é que o diretor Peter Jackson consegue se utilizar de forma inteligente de brechas interessantes da obra original para incluir referências a personagens e eventos posteriores da Terra- Média como a aparição do Legolas (Orlando Bloom), por exemplo que não esta no livro, mas Peter Jackson fez muito bem em locar pois ele e um personagem encantador. Não adianta o público futuramente tentar captar todas as nuances dos acontecimentos da Terra-Média em ordem cronológica ao ver os filmes se o Sauron, que é tão importante aqui, só vai ter sua história explicada no prólogo de A Sociedade do Anel.
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O personagem, por sinal, é um trabalho de captação de movimentos e voz de de Benedict Cumberbatch tão bem acabado que faz até a gente esquecer que pela primeira vez em muito tempo o Gollun de Andy Serkis não aparece numa adaptação de Tolkien. Jackson porém, acaba se vendo diante de um velho problema já enfrentado em As Duas Torres. Como todo segundo filme de uma trilogia, A Desolação de Smaug não tem começo e não tem fim.
O fato adicional de se esforçar para equilibrar sua adaptação com respeito à mitologia de Tolkien, seja trabalhando a complexa relação entre Bilbo e Thorin, seja dando relevância tanto a personagens presentes no livro como Bard (Luke Evans), como para outros criados para o longa metragem como Tauriel (Evangeline Lily), sem perder o foco, torna Jackson definitivamente a pessoa certa para conduzir o filme e torna O Hobbit - A Desolação de Smaug um otimo filme,que venham o Combate Final contra Smaug e a A Batalha dos Cinco Exércitos.
Por trás das Câmeras:
Trailer:
O site de O Hobbit :A Desolação de Smaug [Oficial] http://wwws.br.warnerbros.com/thehobbitdesolationofsmaug/
Eu achei ele lindo,e de fundo ainda toca uma musica Elfica.
Carioca que mora em S.J Campos-SP, estudante de publicidade.
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